

WLADIMIR CORREA
2 min de leitura

Aqui você encontra informações claras, seguras e atualizadas sobre Epilepsia, Eletroencefalograma (EEG), doenças neurológicas e cuidados com a saúde do cérebro.
Todos os conteúdos são preparados com base na experiência clínica do Dr. Wladimir Malheiros Corrêa, Neurologista Especialista em Epilepsia.
Nosso objetivo é ajudar você a entender melhor o funcionamento do sistema nervoso, identificar sinais de alerta e se informar sobre exames e tratamentos disponíveis.
Sinta-se a vontade para nos mandar mensagens, teremos prazer em ajudar.






A epilepsia não é uma condição exclusiva da infância ou da juventude. Na verdade, a incidência de crises epilépticas aumentam novamente após os 60 anos, tornando o envelhecimento um período que exige atenção especial ao diagnóstico e ao tratamento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de pessoas no mundo convivem com Epilepsia, e uma parcela significativa recebe o diagnóstico já na terceira idade.
No envelhecimento, o cérebro passa por mudanças naturais, mas algumas condições aumentam o risco de crises epilépticas, como:
AVC (derrame cerebral) — principal causa em idosos
Doenças neurodegenerativas, como demência
Tumores cerebrais
Traumatismos cranianos
Infecções do sistema nervoso
Alterações metabólicas e medicamentos
Em muitos casos, a crise é um sinal de que algo novo aconteceu no cérebro e precisa ser investigado.
Diferente do que muitos imaginam, nem toda crise epiléptica envolve convulsões com movimentos intensos. No idoso, os sintomas podem ser mais sutis, como:
Episódios de confusão súbita
“Apagões” ou perda breve de consciência
Olhar fixo e desconexão do ambiente
Movimentos automáticos repetitivos
Quedas sem causa aparente
Por isso, é comum que a epilepsia seja inicialmente confundida com problemas de memória, labirintite ou até desmaios.
O tratamento da epilepsia no idoso costuma ser eficaz, mas exige cuidados específicos:
Escolha criteriosa do medicamento, considerando outras doenças
Atenção a interações medicamentosas
Doses mais baixas e ajustes graduais
Monitoramento de efeitos colaterais
Avaliação da função cognitiva e da autonomia
Com acompanhamento adequado, muitos pacientes ficam livres de crises e mantêm boa qualidade de vida.
O diagnóstico não significa perda de independência.
Medidas simples ajudam muito:
Uso correto da medicação
Sono regular
Controle de doenças cardiovasculares
Ambiente seguro para prevenir quedas
Apoio familiar e orientação médica contínua
A informação reduz o medo e melhora a adesão ao tratamento.
É importante investigar sempre que houver:
Primeira crise após os 50–60 anos
Episódios de confusão sem explicação
Quedas recorrentes sem causa clara
Alterações súbitas de comportamento ou consciência
O diagnóstico precoce permite tratar a causa e prevenir novas crises.
Pessoas que convivem com epilepsia há muitos anos também passam por mudanças naturais do envelhecimento que podem influenciar o controle das crises e o tratamento.
Com o avançar da idade, é comum haver:
Maior sensibilidade aos medicamentos, exigindo ajustes de dose
Uso de múltiplos remédios, aumentando o risco de interações
Alterações no metabolismo hepático e renal, que modificam o efeito das medicações
Mudanças no padrão das crises, que podem se tornar mais discretas ou diferentes do habitual
Impacto de doenças associadas, como hipertensão, diabetes ou problemas cognitivos
Por outro lado, muitos pacientes que tiveram bom controle das crises ao longo da vida continuam estáveis na velhice, especialmente quando mantêm acompanhamento regular e adesão ao tratamento.
O envelhecimento não significa piora inevitável da epilepsia. Com monitoramento adequado, ajustes terapêuticos individualizados e atenção à saúde global, é possível preservar autonomia, segurança e qualidade de vida.
Se você ou um familiar apresentou episódios de confusão, quedas inexplicadas ou suspeita de crise epiléptica, procure avaliação especializada. O acompanhamento neurológico adequado permite diagnóstico precoce, tratamento seguro e mais qualidade de vida.


Receber o diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou de Epilepsia já costuma gerar muitas dúvidas e inseguranças. Quando os dois diagnósticos aparecem juntos, é comum que pacientes e familiares se sintam ainda mais preocupados.
Existe relação entre TDAH e Epilepsia?
Sim. Estudos mostram que pessoas com epilepsia têm maior chance de apresentar TDAH em comparação à população geral, especialmente crianças e adolescentes. Isso pode ocorrer por diversos fatores, como alterações no funcionamento cerebral, impacto das crises epilépticas ou até efeitos de alguns medicamentos.
É importante destacar que o TDAH não é causado pela Epilepsia, nem a Epilepsia é consequência do TDAH. São condições distintas, mas que podem coexistir.
Quais são os principais desafios?
Um dos maiores desafios está no diagnóstico correto.
Sintomas como desatenção, dificuldade de memória, impulsividade ou agitação podem ser confundidos com efeitos das crises, do cansaço ou do uso de medicamentos antiepilépticos. Por isso, a avaliação neurológica cuidadosa é essencial.
Outro ponto importante é o tratamento. Muitas famílias têm receio do uso de medicações para TDAH em pacientes com epilepsia, por medo de piora das crises. Felizmente, hoje sabemos que, quando bem indicados e monitorados, os tratamentos são seguros e eficazes.
O tratamento é possível e seguro
O manejo do paciente com TDAH e Epilepsia deve ser individualizado, levando em conta:
Tipo de Epilepsia e controle das crises
Idade do paciente
Impacto dos sintomas do TDAH na vida escolar, profissional e social
Escolha cuidadosa das medicações e doses
Além dos medicamentos, acompanhamento psicológico, orientação familiar e apoio escolar fazem toda a diferença.
Qual o papel do neurologista?
O neurologista é o profissional indicado para avaliar a coexistência dessas condições, ajustar tratamentos e acompanhar a evolução ao longo do tempo. O objetivo é sempre buscar qualidade de vida, controle das crises e melhor desempenho cognitivo e emocional.
TDAH e Epilepsia juntos podem assustar, mas não significam limitação ou falta de perspectivas. Com diagnóstico correto, acompanhamento regular e tratamento adequado, é totalmente possível viver bem, aprender, trabalhar e se desenvolver plenamente.
Se você ou alguém da sua família enfrenta essa realidade, procure orientação especializada. Informação e cuidado fazem toda a diferença.

Quem tem epilepsia sabe que o remédio é fundamental para manter as crises sob controle — mas os cuidados não param por aí. O estilo de vida também influencia muito, e pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença no bem-estar e na prevenção das crises.

1. Cuide do seu sono - Dormir bem é um dos segredos para evitar crises. A falta de sono deixa o cérebro mais sensível e aumenta o risco de episódios. Tente manter um horário regular para dormir e acordar, e evite virar a noite — o descanso é parte importante do tratamento.
2. Evite álcool e outras substâncias - O consumo de bebidas alcoólicas, drogas e até certos medicamentos sem orientação médica pode atrapalhar a ação do remédio e provocar crises. É sempre bom conversar com o médico antes de usar qualquer substância nova.
3. Reduza o estresse - O estresse e a ansiedade podem ser grandes gatilhos. Buscar momentos de relaxamento, fazer algo que traga prazer, caminhar, ouvir música ou praticar respiração profunda ajuda muito. Cuidar da mente também é cuidar da saúde.
4. Alimente-se de forma equilibrada - Manter uma alimentação saudável e com horários regulares ajuda o corpo a funcionar melhor. Em alguns casos, o médico pode indicar dietas específicas — mas isso deve ser sempre feito com acompanhamento profissional.
5. Cuidado com luzes e telas - Algumas pessoas têm crises desencadeadas por luzes piscantes, videogames ou telas muito brilhantes. Se for o seu caso, reduza o brilho das telas, use filtros de luz e faça pausas durante o uso.
6. Nunca pare o remédio por conta própria - Mesmo quando as crises desaparecem, é importante continuar tomando a medicação conforme orientação médica. Parar por conta própria pode fazer as crises voltarem.
7. Consulte seu médico regularmente - O acompanhamento com o neurologista é essencial. É ele quem vai avaliar se o tratamento está funcionando bem e fazer ajustes, se necessário. Uma boa parceria com o médico traz mais segurança e tranquilidade.
💜 Lembre-se: ter epilepsia não significa deixar de viver bem. Com o tratamento certo, sono em dia, boa alimentação e momentos de calma, é possível levar uma vida cheia de saúde, autonomia e qualidade.
✨ Se você convive com a epilepsia ou conhece alguém que passa por isso, compartilhe este texto. Informação e cuidado fazem toda a diferença — e falar sobre o assunto é um passo importante para quebrar tabus e espalhar conhecimento.









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